Após meses de negociações, mobilizações e uma greve de 45 dias na Educação, os servidores municipais de Belo Horizonte aprovaram a proposta de recomposição salarial apresentada pela Prefeitura de Belo Horizonte (PBH). Os acordos garantiram um índice mínimo de 4,11% para todas as categorias do funcionalismo municipal, com pagamento retroativo a 1º de maio, data-base definida nas negociações de 2025.
De acordo com o Sindicato dos Servidores e Empregados Públicos Municipais de Belo Horizonte (Sindibel), além do reajuste oferecido pela PBH, os servidores consideraram aceitáveis a maioria das propostas em pautas específicas. Também pesou na decisão o compromisso assumido pela Prefeitura de manter as negociações em andamento ao longo de 2027.
No dia 18 de junho, a PBH divulgou o calendário de reposição das aulas após o fim da greve dos trabalhadores da Educação. O cronograma prevê o uso dos recessos de julho e outubro, atividades em dezembro, sábados letivos e a continuidade do ano escolar em 2027. As diretrizes, porém, foram contestadas pelos educadores, que avaliam que a proposta pode prejudicar os estudantes. Diante do impasse, o sindicato dos professores (Sind-Rede/BH) convocou novas reuniões para discutir o tema.
A greve, iniciada em 27 de abril e encerrada em 10 de junho, chegou ao fim após a PBH atender a reivindicações consideradas prioritárias pela categoria. Entre elas, a garantia de que as funções pedagógicas das Organizações da Sociedade Civil (OSCs) continuarão sob responsabilidade exclusiva de professores concursados. Também ficou definido que futuras contratações pelas OSCs deverão ocorrer por meio de processo seletivo simplificado, medida que busca ampliar a transparência do processo.