• 08 DE JANEIRO DE 2021

Vacina é só o início da redenção

Vacina é só o início da redenção

“O início da vacinação é o início da redenção, mas não é definitivo para o controle da pandemia”. A afirmação é do infectologista Carlos Starling, membro do Comitê de Combate à Covid-19 em BH e que atualmente coordena os Serviços de Controle de Infecções Hospitalares dos Hospitais Vera Cruz, Baleia, Life Center, Maria Amélia Lins e Hospital dos Olhos Rui Marinho.

Segundo o médico, mesmo após o início da vacinação no Brasil as medidas sanitárias adotadas durante a pandemia devem permanecer para evitar a ocorrência de surtos. “Vamos passar boa parte de 2021 vacinando a população. O Brasil é um país gigantesco, com mais de 200 milhões de pessoas. Então, por muito tempo, precisaremos manter as medidas de higiene e distanciamento social, como: isolamento social das pessoas mais vulneráveis, distância de 1,5m em contato com as pessoas, uso de máscaras constante por todos e em todos os ambientes, higienização constante das mãos com água e sabão e álcool em gel, entre outras medidas”, alertou o especialista.

Ainda de acordo com Starling, as medidas de higiene que foram adotadas durante a pandemia devem virar hábitos. “Esses cuidados acabaram se mostrando extremamente eficazes para evitar outras infecções respiratórias que também são importantes como fatores de comorbidades”. O infectologista também explicou que, mesmo que as medidas não tenham sido adotadas pela totalidade da população, a queda na transmissão de doenças respiratórias mostra que as medidas de higiene e distanciamento social são eficazes. “Seja em idade pediátrica, em jovens ou em adultos, todas as doenças de transmissão respiratória e por contato através das mãos tiveram queda em 2020”, afirmou.

Imunidade da vacina

Carlos Starling destaca outro motivo para a necessidade de manutenção das medidas de higiene e distanciamento mesmo após a vacina: “Ainda precisaremos avaliar os efeitos da vacinação a médio e longo prazo. Temos que saber se a vacina irá produzir uma imunidade duradoura ou temporária. Caso seja temporária, teremos de saber de quanto em quanto tempo – meses ou anos – vamos precisar de revacinação”, ressaltou o médico.

Por fim, o infectologista alerta que ainda podemos enfrentar várias ondas de contaminação – a exemplo da Europa – caso a população abandone os hábitos de higiene e distanciamento social. “Este vírus não nos dará sossego se nós não mantivermos todas essas medidas de higiene associadas à vacinação. Só assim teremos uma chance de controlar a epidemia”, enfatizou.


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